Ser Imigrante é tornar-se outra versão de você mesmo!

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Morar fora do Brasil é quase tornar-se “outra versão de você “, por mais adaptado que esteja, sempre será um estrangeiro.

A história da sua vida até o momento em que desceu do avião torna-se um passado distante como num passe de mágica, tudo que lhe era familiar desaparece, dando espaço para uma vivência completamente nova.

Ainda que você já tenha visitado sua nova morada anteriormente, é diferente: agora você mora ali, tornou-se imigrante.

Para os moradores do local você é o sujeito que veio de fora, um forasteiro, fato que por mais que o tempo passe não vai mudar completamente, você sempre será alguém que veio de fora.

Então agora você é a versão “forasteira” de você mesmo… e o que isso quer dizer?

Em princípio, entendo que é fundamental perceber que nesse momento muitas coisas que você sabia sobre você mesmo podem mudar… afinal, como eu disse no inicio, trata-se de um processo de tornar-se “outra versão de você “.

É possível mudar tantas coisas ao mesmo tempo sem estressar? Sem pirar?
Sim… é possível, mas não é fácil, e se você estressar ou pirar pode pedir ajuda… o importante é ter paciência, persistência e flexibilidade para mudar no que for necessário afinal… a mudança externa já ocorreu, agora é tratar de interiorizar essa mudança.

Quanto mais abertura pessoal houver, menos dolorosa será a adaptação. Você está numa cultura nova… que tal experimentar novos sabores? Novas músicas, novos programas de TV? Viu um utensilio diferente, pergunte pra que serve, experimente usar, uma fruta que não conhece? Coma… experimente, misture os sabores e cores como os habitantes do país costumam fazer, se não gostar, pode tentar novamente depois de um tempo…o paladar tende a se acostumar… ou não!

É claro que você não vai curtir todas as coisas, comidas, musicas locais, aliás você provavelmente não gosta de TUDO que existe no Brasil… gosto é gosto, mas o importante é estar aberto à experimentar.

Muitos imigrantes tendem a se “fechar” em comunidades onde falam a língua nativa, comem comidas do pais de origem , assistem à programas de TV especificos, etc. É uma possibilidade, mas é como viver em uma ilha… a interação tende a ser restrita aos conterrâneos.

Se sua intenção ao emigrar foi ser aceito em outro país, é preciso então aceitar esse outro país como seu, com todas as suas características que ele tem!

Então viva… experimente! Seja você numa versão diferente!

E se precisar de ajuda, conte conosco!!

Autor: Andrea Paula dos Santos Lara – Psicóloga clinica da Asas e Raízes Psicologia, Mestre em psicologia Social pela PUC SP. Atende Brasileiros que moram fora do Brasil.

Contato: +55 41 997840102 ou www.asaseraizespsicologia.com.br