Sou imigrante, e agora?

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O processo de emigração é quase sempre rodeado de sentimentos ambíguos,  de um lado o desejo de mudanças, a expectativa de coisas boas, de uma vida melhor e com mais qualidade de vida, de outro a angústia das incertezas e a insegurança pelo que se deixa para trás: será que meus planos vão dar certo? Vou me adaptar? Vou conseguir me comunicar bem em outro idioma? E minha familia e amigos, vou sentir muitas saudades?

Todos esses sentimentos podem surgir ao mesmo tempo e o tempo inteiro no período de adaptação à nova realidade… esse tempo pode variar muito de pessoa para pessoa pois cada um tem seu tempo.

A busca pela adaptação ao novo país precisa contemplar aspectos objetivos como aprender o idioma local, compreender a cultura e costumes do local, encontrar um bom lugar para morar, um trabalho, experimentar novos sabores, etc. Mas existem também os aspectos relacionados aos sentimentos e emoções que se não forem bem trabalhados podem atrapalhar o alcance dos objetivos.

Nesse turbilhão de experiências,  podem surgir inseguranças, tristezas, sentimento de solidão e isolamento. É comum no inicio o sentimento de “Eu não pertenço a esse lugar”, dificultando o contato com as pessoas e muitas vezes boicotando experiências importantes e únicas.

Cuidar da saúde mental em uma situação de emigração pode garantir que a experiência de morar fora seja intensamente aproveitada, pois ao entrar em contato com seus sentimentos e expectativas é possível “organizar a casa internamente” e enfrentar as dificuldades com segurança

Por outro lado, estudos apontam que imigrantes brasileiros pelo mundo tem apresentado frequentemente  quadros de ansiedade, depressão entre outras doenças psíquicas, muitas vezes sendo obrigados a voltar para o Brasil em decorrência de complicações psiquicas que dificultaram a adaptação e permanência em outro país.

Nós,  do Asas e Raízes Psicologia estamos à disposição para auxiliá-lo  a se preparar, se manter e se adaptar em outro país.

Andrea Paula dos Santos Lara – Psicóloga